As trapalhices da SOS Racismo

O que me interessa não é bem o SOS Racismo porque isto que acabei de descrever passa-se em muitas associações, muitas delas com reconhecimento de utilidade pública e com financiamentos, eventualmente justos e razoáveis, vindos dos contribuintes.

O que me interessa é a forma como nós, sociedade, escrutinamos estas associações que estão do lado do bem, por definição (assunto sobre o qual, aliás, já tenho escrito várias vezes), sem que ninguém pergunte quem são os membros da associação, quando foi o último processo eleitoral, que democraticidade existe nos estatutos, etc..

Ainda no princípio do mês estive na Assembleia da República e um dos deputados disse que no dia anterior tinham recebido uma associação (a Acréscimo) a propósito de umas questões florestais, só que esta associação, que tem dignidade suficiente para ser ouvida pela Assembleia da República sobre políticas públicas, não tem eleições, não tem sócios que se conheçam e tem uma escritura de constituição feita por três sócios: o seu eterno presidente, a sua então mulher e a sua empresa.

Henrique Pereira dos Santos, blog Corta Fitas

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