A anarquia da vida internacional reafirma-se

Aventurei-me, esta quinzena, a tratar um tema sobre que escrevi a minha primeira crónica no velho ‘Ponto Final’ já lá vão uns 26/27 anos. Era director, um jovem que faz o favor de ser meu amigo, o Luis Ortet. Era proprietário alguem que já não está entre nós o Gonçalves Pereira. Muita água passou por debaixo das pontes. Macau era então diferente e prometia muito em termos de autonomia e caminho próprio. Grande abraço Luis. Os sinais que vamos tendo do mundo revelam, o que chamo no texto uma grave “disrupção da vida internacional“, que têm origem na disparatada liderança de Donald Trump, na desconstrução das principais alianças que formam o mundo como o conhecemos: com a Europa, com os países do Pacifico Ocidental, com Israel. Pode parecer insistente esta pontuação na realidade norte-americana mas com o fim da ordem bipolar os Estados Unidos foram nas últimas duas décadas e meia a superpotência sobrante. Ao claudicarem desse papel deixam margem de manobra para dois poderes que costumo designar por “revisionistas da ordem internacional“: a Rússia e a China. Putin é um lider que inspira, legitimamente, receio pela sua visão expansionsita da Rússia sobre o planalto da Ásia Central e da Europa Oriental. Cavalga um bom momento da sua economia e projecta a Russia como poder militar sobre os seus vizinhos. Xi não é definitivamente uma continuação de Xiang Zemin e Hu Jintao. É um general que vê a China como um enorme porta-aviões pronto a se projectar nos mares e a reconfigurar os equilibrios de meio século, na passagem. Para já todo o Pacífico Ocidental que pouco a pouco irá dominar; depois provavelmente o Indico. Tenho crescente convicção que a Grande Guerra do século XXI vai ser uma guerra que se inicia no Pacífico e de que a China será um dos principais protagonistas. Não vejo as médias potências desta zona do globo a terem capacidade de resistir a este avanço impetuoso. Diferentemente a Índia, como grande potência regional, já percebeu o plano chinês e está-se a preparar para o grande combate que aí vem. Não falo na Europa por uma simples razão. Se a Europa não contava muito, neste momento não conta nada. Ao aceitar um pacifismo entorpecedor a Europa prescindiu de liderar e influenciar. Irá seguir quem sair vencedor desta contenda. É bom que nos convençamos. Anarquia

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