25 de Novembro

Recordo, com nostalgia, os tempos há 41 anos onde era clara e intuitiva a separação entre os partidários da liberdade e da democracia e os que queriam uma solução autoritária de esquerda, inspirada em Cuba e na União Soviética. Recordo, com simpatia, os homens e mulheres da minha geração que nos dias anteriores ao 25 de Novembro (e no próprio dia) estiveram dispostos, de forma organizada, a vender caro o seu amor à liberdade. Com as armas e os pequenos meios que dispunham. Recordo os militares do Grupo dos 9 que souberam sentir o momento grave do país e desalojar os militares golpistas (e os seus aliados da extrema-esquerda) das suas posições levando-os à rendição. Devemo-lo a Costa Gomes, a Ramalho Eanes e a mais alguns bravos. Cunhal recuou nos seu apoio aos golpistas não porque o desejasse, mas porque Moscovo o dissuadiu de avançar. Foi um pragmático, como a história mostraria noutras ocasiões. Tudo teria sido diferente se o Grupo dos 9 não tem tomado o poder dos alucinados do PREC e da extrema-esquerda. É importante recordá-lo hoje para que não se repita. A história prega-nos sempre a partida de fazer reaparecer os mesmos fantasmas, quando menos se espera, confiando no esquecimento e na ignorância dos homens.

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