O blague do português falado em Macau

Não sei [pergunto-me] se não somos por vezes demasiados exigentes sobre isto. Somos 6000 [vá lá 8000] falantes de português em 560 000 cidadãos em Macau. Nunca houve uma tradição da administração pública em Macau de impôr o uso fluente do português. Ele foi razoavelmente falado. Depois de 1999 tem sido um descalabro. O chinês é prático e obediente ao poder de cima. Prático porque o cantonense serve localmente para a comunicação; obediente porque os senhores de Pequim têm relembrado vezes sem conta que Macau tem duas linguas oficiais. E que essa é umas das suas vantagens comparativas. Não tardarão três meses em que as vozes habituais na Assembleia Legislativa lembrarão que Macau está proximo de Hong Kong e deve seguir o que se faz em Hong Kong. O pudor dispensa-me de repetir os seus nomes. Chover no molhado.

Depois de na semana passada terem sido vários os deputados a sublinharem a importância da língua portuguesa na Assembleia Legislativa, ontem apenas o Secretário para os Transportes e Obras Públicas se expressou na Língua de Camões. Raimundo do Rosário fez questão de responder às interpelações em português, sendo que depois utilizou o cantonês para fornecer explicações adicionais pedidas pelos diferentes deputados. [ 41 more words ]

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