A estratégia errada de Dilma Rousseff

Dilma escolheu uma estratégia de vitimização que não sei se a liberta do destino previsível. O exercício de oratória fez-me lembrar ‘a história me julgará’, um opúsculo inflamado de Fidel Castro que esteve na moda nos anos 1960 entre românticos esquerdistas. Invocar umas dez vezes a prisão pela ditadura militar e as torturas que sofreu, bem como a condição de mulher resistente, pode levar às lágrimas o povo das favelas mas não demoverá os experimentados senadores. A certa altura pareceu que estava a misturar a ditadura militar com a actual democracia brasileira. As juras de não enriquecimento pessoal à custa do erário público ou das comissões pagas pelas grandes empresas também estão abertas ao contraditório. Lula da Silva já foi acusado de corrupção pela Procuradoria. Mas Dilma Rousseff, como ministra da presidência, não estará também envolvida? Pela lógica do funcionamento dos governos é dificil acreditar que não soubesse de tudo. Levou cinco minutos em quarenta e cinco a refutar os termos da acusação, o que é manifestamente insuficiente, num processo desta seriedade. Fico com a ideia que quiz ficar bem na fotografia para a posteridade.

Dilma Rousseff insisted on Monday that she’s innocent, but will be lucky if she’s not impeached this week.

President Dilma Rousseff defended herself on Monday, but will be lucky if she’s not impeached by Tuesday or Wednesday.
foreignpolicy.com
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