Ainda Orlando

Ainda sobre Orlando. Vamos ter de perceber, num dado ponto, que posturas de compreensão face a estes atentados à maneira de viver e aos valores da sociedade ocidental são contraproducentes. É legítimo que as pessoas comuns se sintam intimidadas com estes actos de terror. Há duas formas de reagir face à sua multiplicação: ignorá-los e minimizá-los [é o que fazem os políticos de esquerda] ou tomá-los à letra como intimidações [como faz Donald Trump]. Começo a ter poucas dúvidas que, se este tipo de incidentes continuar, Donald Trump será Presidente dos Estados Unidos. Há um valor superior ao da liberdade que as pessoas muito prezam: o da segurança. Onde ela é violentamente posta em causa, as pessoas tendem a reagir primeiro com indignação, depois com violência. Não me admiro que um dia destes tenhamos o linchamento de uma ou mais pessoas da comunidade muçulmana americana. Será algo deplorável mas relativamente previsível dado o jogo de nervos que está em curso. A cultura ‘liberal’ prevalecente [no contexto americano] deixou as pessoas indefesas perante violações sistemáticas à sua maneira de viver e de pensar. Recuando um pouco no tempo quando o Japão atacou Pearl Harbour, a minoria nipónica nos Estados Unidos foi duramente criticada pelos americanos pela sua [eventual] falta de patriotismo. Depois colocada em campos de detenção. Temo que o mesmo se venha a passar com os muçulmanos.

Há um ponto que Trump está equivocado: não se trata de pessoas vindas do exterior que são uma ameaça à segurança interna dos EUA. Trata-se de americanos, cidadãos com nacionalidade plena. Vejo também como absolutamente ineficazes programas de sensibilização das congregações islâmicas quanto aos elementos mais radicais. Isso não resulta, como não resulta a acção sobre as congregações baptistas, episcopais ou luteranas quanto aos seus elementos mais radicalizados. A conversão religiosa e a prática religiosa mais “exaltada” gera fenómenos de histeria e agressividade perante outras comunidades ou o que não se compreende [como é o caso da homossexualidade]. Veja-se o que acontece no espaço do cristianismo com o supremacismo militarista branco ou no espaço do hinduísmo ou do budismo, religiões tidas como absolutamente pacificas. A solução terá de passar por uma combinação de alerta à vigilância pública e repressão policial sobre os elementos mais radicalizados. Campanhas de proibição de venda de armas são ineficazes. Se os elementos radicalizados não puderem comprar espingardas automáticas fazem bombas artesanais ou usam armas brancas. Há sempre saídas alternativas para quem opta pelo extremismo e o uso sistemático da violência. Aí só a dura repressão das autoridades pode fazer a diferença.Copia

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