O caso Universidade Jinan

Confesso-me manifestamente neutro [desapaixonado] na polémica que tomou conta do pequenérrimo espaço público de Macau e que parece justificar manchetes nos jornais em língua portuguesa de Macau, que à falta de tópicos interessantes insistem nestes ‘bonecos’ cuja elasticidade é precária e que serão não notícias dentro de dias. Por ela se pretende extrair o favorecimento da Universidade de Jinan, uma universidade da província de Guangdong, onde Chui Sai On teve um cargo não executivo no respectivo board e o irmão do Chefe do Executivo tem uma posição de relevo. Os financiamentos exteriores foram sempre motivo de celeuma em Macau. Lembro os financiamentos à Fundação Oriente decorrentes do contrato de jogo com a STDM de Stanley Ho. Lembro o financiamento da Fundação Jorge Álvares pela Fundação para o Desenvolvimento e Cooperação, nos últimos meses da Administração Rocha Vieira. Lembro os cheques enviados para a Fundação Mário Soares pela Administração Rocha Vieira a insistência do patrono desta fundação. Lembro os avultados financiamentos da RAEM, por via da Fundação Macau, à Universidade de Ciência e Tecnologia. Em Macau estes exercícios de patronajem foram sempre comuns e sempre se levantou a suspeita [explorada inteligentemente pela comunicação social] que os mesmos tiveram fitos e propósitos escondidos. Até agora ninguém os comprovou. Creio naturais estes donativos de boa-vontade e para desgosto dos amigos das teorias de conspiração não vejo neles outra coisa do que exercícios de ‘guanxi’, prática comum à cultura confuciana em que a elite chinesa que dirige Macau se revê e estrutura. Não me parece que se roube o pão em alguém pelo facto de terem sido efectivados. Quanto à contestação de forças políticas locais lá voltamos sempre à imaginativa dos cromos que se dividem entre o partido Novo Macau Democrático e as inúmeras associações a que o polivalente Jason Chan dá corpo. Ainda não percebi, até hoje, se para mostrar aos históricos do NM que ele pode ser melhor lider da oposição a Chui Sai On se por qualquer hedonismo recorrente.

Wu Zhiliang voltou ontem a reiterar, aos microfones da Rádio Macau, que não há nada de ilegal ou errado com a atribuição de 123 milhões de patacas à Universidade de Jinan. O presidente da Fundação Macau diz que a decisão relativa ao financiamento foi “legal e colectiva”. A atribuição do montante suscitou uma vaga de contestação contra Fernando Chui Sai On. [ 124 more words. ]https://pontofinalmacau.wordpress.com/…/fundacao-macau-doac…

Wu Zhiliang voltou ontem a reiterar, aos microfones da Rádio Macau, que não há nada de ilegal ou errado com a atribuição de 123 milhões de patacas à…
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