ISIS, o mapa das derrotas

Segundo o think-tank IHS Jane’s 360, o chamado ‘estado islâmico’ que detinha há dois anos cerca de um terço do território da Síria perdeu até este momento uns 22% da área que reivindica como base do também chamado ‘califado’. Haja, ou não, erro de cálculo o que parece ser claro é que a iniciativa de Vladimir Putin, criticada pelos ‘pundits’ do costume, o Presidente Barack Obama e o secretário-geral das Nações Unidas, resultou e o crescimento exponencial da base do grupo terrorista foi contida. Naturalmente, haverá quem critique essa acção e estratégia por ser contrária às regras da comunidade internacional. Esquecem-se porventura esses críticos que não houve uma única acção empreendida pelas Nações Unidas a coberto do capítulo VII da Carta que tenha resultado numa pacificação duradoura de um território em conflito e na remoção das forças internacionais que forçaram o cumprimento das determinações dessa mesma comunidade. Há quem critique essa acção por ter flagelado posições dos que se opõem a Al-Assad e poderão contribuir para a deposição do seu governo e para  a criação de uma alternativa abrangente a todas as partes envolvidas. Esse risco foi corrido e poderá se ter traduzido nalgumas baixas nas milicias dos milhares de grupos e bandos que disputam essa zona do país. Não parece – a história pelo menos não o mostra – que se possa travar uma guerra sem ter vitimas. Nunca houve, não há e desconfio que não haverá guerras cirúrgicas em que se possa separar os combatentes da população civil. Há quem critique finalmente por se traduzir na erosão das alianças dos Estados Unidos com alguns desses grupos e milicias que lutam contra Al-Assad e contra o ISIS. Não é claro que esse alinhamento seja consistente e que esses mesmos grupos não promovam alguma duplicidade para captar financiamentos americanos e acções de  inteligence dos serviços secretos norte-americanos que facilitem as suas investidas. Se as comparações são sempre perigosas, a situação de anarquia que se vive na Líbia e no Iraque mostra que não se podem separar a esquadro e régua grupos e zonas de controle que coexistem e muitas vezes se sobrepõem.  É inverosímel pensar-se que isso é possível.  Putin sai reforçado desta sua iniciativa e Obama fragilizado? Parece poder concluir-se que sim. Putin conseguiu os resultados que Obama veio prometendo ao longo de meses, com avanços e recuos. É na tradição soviética um politico que ‘faz coisas’ e gasta pouco tempo em discursos grandiloquentes. isis_losses.png

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