O caso Universidade São José

A capa do Hoje Macau, de hoje, revela algo que já tive a oportunidade de comentar na minha crónica de fim de 2015 no jornal: a RPC não autoriza a inscríção de alunos chineses na Universidade de São José. A razão é simples. A USJ é uma instituição universitária ligada à Igreja Católica e a RPC e a Santa Sé não têm relações diplomáticas. As razões são históricas e têm a ver com o combate ao comunismo, em que a Igreja teve um papel principal e doutrinal (o comunismo é a profissão de fé de Satanás). Não faz muito sentido, 21 anos depois da Queda do Muro de Berlim, manter-se este estado de coisas, o que passaria por um reconhecimento mútuo da Santa Sé e da RPC. Mas talvez o maior enguço é a ordenação de bispos e padres. Pequim não larga de mão o poder de nomear os chefes da Igreja Católica no continente, entre os chamados cristãos da Igreja ‘patriota’. Roma não reconhece os bispos nomeados por Pequim. Está-se, assim, num empate, melhor num beco sem saída. Apesar do positivismo do Padre Stilwell de querer ter alunos do continente para dar massa crítica à Universidade, não há forma imediata de ultrapassar o problema e a USJ está condenada a ser uma pequena universidade, cujos alunos provêm de Macau e da Ásia. O objectivo de alargamento está comprometido.

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Arnaldo Goncalves's photo.
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