Masjid Jamek

Este é um lugar mágico. Chama-se Masjid Jamek e fica em Kuala Lumpur, a capital da Malásia. É uma mesquita. Estive aqui há vinte anos mais coisa, menos coisa. Existia uma atmosfera, um silêncio que convidava ao recolhimento, à descrição e ao deixar a vista pairar nas abóbodas, na linha dos edifícios circundantes. Hoje justificar-se-ia uma oração silenciosa à crise de valores, ao bramar de argumentos (ódios) entre os seguidores de Maomé e os de Jesus. Guardo em sitio especial um exemplar do Corão, outro da Biblia e outro da Torah. São repositórios da mensagem divina que um mesmo Deus, passou sob diversas formas aos profetas a que se revelou. Porque o ódio campeia, explorado até ao limite pelos arautos da guerra, é urgente mais do que nunca um apelo ao diálogo entre os que são tocados pela iluminação e pela fé. A culpa não é da religião. As massas são cegas e obedecem a quem grita mais alto e com mais irracionalidade. Mas aqueles que foram iluminados podem ajudar-nos a perceber e a encontrar pontos comuns. Não me interessa quem tem a verdade absoluta, até porque para mim nenhuma religião ao cima da Terra conhece a verdade absoluta, os segredos do mistério da Criação. Mas não acredito que a solução seja, conforme dizem os ateus, a recusa da fé. Mas sim um conceito mais amplo e mais agregador da espiritualidade. O caminho da negação e as sociedades em que vingou não trouxeram mais felicidade à sociedade dos homens. Bem pelo contrário.

Mesquita2 

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