Há um ano

Aconteceu há um ano. A minha incursão ensaística num autor que me habituei a admirar porque disse muitas coisas certas antes de tempo, o que é sempre ingrato para quem faz comentário político. A sabedoria dos antigos é hoje ridicularizada na sociedade de consumo obstinado em que vivemos. Como a experiência. Joga-se fora porque está o que interessa na Wikipedia e no google. É uma sociedade tristemente empobrecida aquela em que estamos e as novas gerações não pressagiam nada de bom. Falta-lhes o teste duro da vida para distinguirem o essencial do cabotino. Hoje entrego-me à reflexão ética e religiosa por causa da guerra de civilizações que se avizinha. O século XXI vai ser marcado por uma Grande Guerra fraticida e muito letal. Apenas não sabemos quando começa.Bobbio, Arnaldo

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5 respostas a Há um ano

  1. Franz E. diz:

    mas os antigos pensaram mais tempo, tem soluções mais simples de perceber

  2. Franz E. diz:

    só não quero perceber que é uma guerra de sobrevivência

  3. Franz E. diz:

    se o dinheiro não é distribuido, a guerra acontece

  4. Franz E. diz:

    e quem o tem, se tem medo, guarda-o, isso dá fome e guerra

  5. Sim concordo que os Antigos tinham respostas mais consistentes para os problemas que nos afligem e que são de ontem, de hoje e de amanhã. Porque permitiam que elas ganhasse corpo. Sem as apressarem. Hoje vivemos na vertigem e respostas imediats e sobretudo fáceis. Como o mundo mundano é intuitivo também a reflexão intelectual se espera rápida. E isso é contra a sua própria natureza. A guerra advém não só da falta de alimento (nas suas inúmerias acepções) mas também da secura do espírito. Hoje achamos que o espírito não precisa de ser alimentado, saciado. Mas precisa. Isso acontece porque escolhemos estar sempre acompanhados. E a progressão do espírito exige solidão e diálogo com nós próprios. As pessoas resistem em estar sozinhas e acham absurdo conversar consigo próprias. Mas isso é um erro. Sem estarmos sozinhos não podemos apreciar a beleza de estarmos com os outros. É uma questão de unidade dos contrários.

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