David Dinis no Observador

David-Dinis C’est rouge. Já há governo PS e, desta vez, entra só quem defende sem hesitações a estratégia do líder de um virar de página – em direção à esquerda. Longe vão os tempos em que quem chegava ao poder colocava as variadas alas do partido no Executivo, procurando alargar a base de apoio interna. Como fez Guterres com os sampaístas, como fez Sócrates com Gama e os centristas do PS.

Desta vez, porém, tudo é diferente: o PS não é maioritário na AR e precisa de negociar a cada passo o apoio do Bloco de Esquerda, do PCP e dos Verdes. Por isso, a escolha de Costa foi a de pôr ao seu lado os seus mais fiéis – os que já estavam no Rato e os que tinham saído há tempos, como Eduardo Cabrita, Augusto Santos Silva, Maria Manuel Leitão Marques, Pedro Marques, Capoulas Santos e Ana Paula Vitorino.

Pelo que se sabe, há meia exceção na lista: João Soares foi apoiante de António José Seguro – e criticou sem hesitações António Costa aquando da disputa da liderança no PS. Mas é apenas “meia exceção” porque João Soares, logo após a derrota nas legislativas, se tornou num dos mais veementes defensores da ‘maioria de esquerda’ na AR. Vai ser ministro da Cultura, o último da orgânica. De resto, nem há rasto da ala que defendia um governo ao centro (os de Seguro, os de Assis, os de Jaime Gama)….

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