A resposta aos ataques terroristas

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O mundo está chocado com carnificina que aconteceu em França na passada sexta-feira desencadeada por um número ainda por definir de operacionais do Estado Islâmico que conduziu à morte de uma centena e meia de pessoas. Quase duzentas encontram-se nos hospitais algumas a lutar pela vida. Tratou-se de um ataque contra a nossa civilização, os nossos valores a nossa apreciação da liberdade e da tolerância. Exige-se uma resposta rápida e impiedosa da França e de outras nações ocidentais contra o território que é um vespeiro de terrorismo no norte do Iraque e da Siria. Repito impiedosa. Os inimigos da liberdade não merecem qualquer piedade. São facínoras, animais, selvagens.

Seria importante que Obama, Hollande e outros líderes europeus revissem a relação táctica com a Síria e a Rússia. Ninguém tem dúvidas quanto ao carácter autoritário do regime de Bashar al-Assad nem do número de vidas humanas que a sua acção repressiva sobre zonas do país desfavoráveis à sua política causou. Mas neste caso de verdadeira urgência internacional, ele é um mal menor. Estamos em situação de guerra e nesse plano muitas vezes procuram-se e encontram-se aliados que não partilham propriamente dos mesmos valores e objectivos das nações livres. Veja-se a aliança que venceu a Segunda Guerra Mundial. Nem Churchill nem Roosevelt tinham dúvidas quanto à natureza totalitária do regime soviético. Mas a aliança com Estaline era importante e decisiva para derrotar militarmente os nazis e aniquilar Hitler.

O Ocidente também não tem dúvidas quanto à natureza autoritária do regime russo e de Putin mas a Rússia é o único país que conhece bem a realidade da Síria e tem uma unidade de comando, operacional, capaz de infringir perdas efectivas às milicias da ISIS. O tempo dos ataques aéreos com misseis está a chegar ao fim. Torna-se cada vez mais urgente uma intervenção militar, terrestre, no Norte da Síria. É este esforço militar que dá prioridade a essa coligação de oportunidade. Seria importante que a NATO e a Russia articulassem uma intervenção militar de algum folego na próxima primavera.

Se não o fizerem temo que mais acções terroristas na Europa estejam já em estado adiantado de preparação. O que o atentado terrorista de 13 de Novembro provou é que o ISIS passou a uma nova fase em que células localizadas no Ocidente planeiam e desferem ataques com autonomia em relação ao comando da organização combinando meios locais e meios externos. Esta combinação vai continuar no futuro.

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