As cautelas de Jeronimo de Sousa

Para bom entendedor meia palavra basta. Ponto um: Jerónimo de Sousa não alinha em posições frentistas pressionadas por Catarina Martins. Cada um dos dois apresentará a sua moção de rejeição. A elas acrescerá a do PS. Ponto dois: Jerónimo de Sousa não chegou ainda a acordo com Costa quanto às medidas de salvaguarda que quer ver integradas no programa do PS. E rejeita liminarmente o Tratado Orçamental. O que coloca uma questão substancial: como é que um partido que rejeita o quadro europeu que condiciona as políticas do país irá se posicionar quando as medidas legislativas que conduzam ao objectivo de poupança de 800 milhões de euros no capítulo das despesas (imposto pelo acordo com a Troika) foram apresentadas pelo PS no Parlamento? Irá votar contra, seguramente. Existe portanto um duplo um discurso: Costa e Catarina dizem que o acordo está pronto; Jerónimo diz que continua a negociar. Costa não pode apenas celebrar um acordo com o BE pois precisa da assinatura do PCP. E se este não a der? A prometida estabilidade à esquerda é uma miragem. E estamos nos preparativos. Veja-se depois. Outra questão para pensar: que consequências existem para um acordo de incidência parlamentar que possa ser significativamente violado? Nenhumas. É um pedaço de papel que se rasga à primeira oportunidade. O que vale são os votos no Parlamento.

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PCP refreia ânimos do BE:
tvi.iol.pt|By MCD – Media Capital Digital
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