O debate de ontem à noite em perspectiva

Pois pois as vitórias antecipadas em política são más conselheiras. Passos tem de ser mais fluido e menos gongórico nas explicações. Às vezes atrapalha-se com um vocabulário que fica bem numa aula de economia mas não num debate político em campanha eleitoral. As pessoas querem ver emoção e a dramatização da campanha a partir de agora vai exigir isso dos candidatos. Tem um problema grave para explicar que é o plafonamento das pensões. Permitir aos contribuintes com salários acima dos 3000 euros gerir em aplicações privadas uma parte significativa dos seus rendimentos é, na verdade, retirar uma fonte significativa de financiamento da segurança social para os pensionistas de pensão mais baixa. Nisso, Costa tem razão. Faz-me lembrar as ‘nouveautés’ das reformas antecipadas, dos prémios de gestão para os altos quadros, das aventuras de internacionalização das empresas portuguesas que levaram boas empresas ao abismo. Modernices importadas acriticamente para um país que é pobre e remediado. Costa promete tudo mas não explica aonde vai buscar dinheiro para financiar o disparar de despesas na saúde e o reforço da segurança social. Em termos de impostos fechou-se também em copas. Naturalmente ,se aumenta a despesa pública tem de gerar receitas e a forma mais expedita de o fazer é aumentar impostos ou criar um novo imposto. A solução escondida é a do Bloco de Esquerda: aumentar o IRC para as empresas, criar um imposto sobre as grandes fortunas e os rendimentos das grandes empresas. Isso terá o resultado contrário do que se propõe. Vimo-lo na Grécia com as grandes fortunas a fugirem para o estrangeiro. Os blocos estão colados. Sobre a atitude de Sócrates quanto Costa fica para outro post. Aliás foi Costa que introduziu a questão José Sócrates, quando recomendou a Passos Coelho que o fosse visitar e discutisse com ele o programa do governo da Coligação. Para bom entendedor, meia palavra basta. Costa está-se nas tintas para Sócrates e por portas travessas fez o corte com o passado. Bem pode o querido arguido dizer que está a seu lado que ele não comentará. Vai passear ó Sócrates! Ora toma que já comeste.

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Marcelo deu o mote: “Costa ganhou”. E a maioria concorda: “Passos é mais consistente. Mas Costa foi mais eficaz”
expresso.sapo.pt
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