Os críticos da democracia (e a agenda escondida)

Curiosamente (ou talvez não) as vozes vêm do campo que não gosta da democracia. Gente que prefere um país/mundo arrumadinho, sem perturbações, sem protestos, onde a plebe trabalhe alegremente, pelo prato ralo que eles acham que ela merece. Depois um Chefe, carismático, disciplinador, integro, impondo valores fortes à volta da pátria, da família, dos bons costumes, da religião oficial. Um nadinha de censura, a começar e uma autoridade policial forte, dignificada. Jornais controlados. Um pouco de tolerânicia com as vozes discordantes, a começar; depois o ferrete, a matraca, o canhão de água para dispersar os descontentes.

Muitas vezes esse discurso vem disfarçado de disciplina económica, de ‘bons’ empresários, patriotas. Faz-me, sempre, lembrar o nacional-socialismo. Foi assim que começou: um partido conservador, minoritário, a seu tempo fortemente financiado pelos industriais, os capangas nas ruas a malhar nas forças de oposição moderada, o poder ganho nas eleições servido numa bandeja. Os ditadores até ganham eleições.

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