Tédio de Agosto

Nem sempre as notas que vão saindo dispersas vão-se colando ao quotidiano. Os meus compatriotas não desligam, comparativamente nós, das questiúnculas da pequena política e dos fait-divers. Também é difícil porque as televisões matraquilham com as notícias que saiem (ou se inventam) e sempre se lança um olhar conspícuo ao écran entre o jantar que não chega ou a o peixe grelhado no restaurante ou tasca da praia. Nós aqui, sem televisão 24 horas por dia, é relativamente confortável não viver obcecado com as notícias. Deixei há algum tempo de trazer o carro para o emprego e isso desligou-me dos noticiários da Rádio-Macau. Raramente a oiço agora. Confesso que os directos da Assembleia Legistativa, os comunicados do Novo Macau e as tropelias do Dr. Coutinho são pouco entusiasmantes e despertam-me regra geral um bocejo de tédio. A política local é tacanha, bimba o mais possível, o que é retrato de uma cidade que com a passagem do tempo se tornou um lugarejo, uma cidade interior, igual a milhares de pequenos lugarejos na China profunda. A massa de gente que cruzamos e com que por vezes embatemos nas ruas também nada diferenciam a urbe dos locais do outro lado das Portas do Cerco. É capaz do tédio ser resultado deste calor sufocante e da passagem das horas até à chegada a casa ao ar condicionado e à música. Alarga-se a colecção mas isso é para outra nota.IMG_9467

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