Partidos, gritaria e seitas

shouting

O calendário politico nacional avança, vertiginosamente, para o mês do ‘non-sense’ onde tradicionalmente toda a gente dispara disparates. Sobretudo os políticos. Sobe-se o tom do discurso e da retórica umas oitavas valentes acima, para se ser ouvido no ‘froufrou’ da partida dos portugueses para férias no Algarve ou na costa Alentejana. Neste tempo calhou criticar-se o programa eleitoral do outro partido, discutir-se as primeiras figuras nas listas partidárias ou se as mesmas têm (ou não têm) independentes. O país está dificilmente diferente do que vim conhecendo nestes 40 anos de democracia. Mas isso é tema para coisa mais elaborada. Um olhar pelos programas de governo nas próximas semanas está nos planos. O programa é o referencial de intenções não um voto de castidade ou promessa de amor eterno. Mas até por isso são uma referência. Quem ouve os partidos de esquerda fica com a impressão que eles estão preocupados com o dogma, tal a profusão de invectivas e danações que disparam sobre os seus adversários. Há algum tempo estou convencido que estas ideologias socialistas (ou socializantes) são doutrinas clericais onde nada falta. Uma espécie de religiões profanas onde há uma divindade, um clero, um dogma, uma hierarquia, céu e inferno, sacramentos e danações. Os partidos que as promovem são exactamente seitas ou congregações.

seita

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