Campanha

psd-cdsLOGOS

Começa a campanha que nos leva até às eleições legislativas de 4 de Outubro. Portugal irá eleger a maioria parlamentar que formará o governo que nos governará nos próximos 4 anos. Espera-se. Várias vezes se ouve o remoque que em Portugal os governos não duram uma legislatura. A afirmação é gratuita porque se olharmos a situação política por essa Europa fora a situação não é diferente. Veja-se a Holanda, a Bélgica, a Itália, a Grécia. A pressão sobre os governos é imenso e instalou-se na imprensa um ‘caça ao político’ que é mixórdia, bota-abaixo.

Também se ouve o remoque ‘os políticos não prestam’. Nunca vi quem o gosta de repetir até à saciedade de se chegar à frente, fazer a diferença. É sempre mais cómodo criticar do que ‘fazer’. Os tais movimentos alternativos que se vêem por aí são cisões do partido do bota-abaixo, o saco de gatos trotskista, marxista, estalinista, maioista e outros ‘ista’ chamado Bloco  de Esquerda. Talvez melhor ‘pedregulho de esquerda’, porque a sagacidade das propostas inexiste. São um muro, um punho pronto a flagelar o trombil do adversário mas incapaz de construir, de projectar, de alternizar.

Há 4 anos o país estava à beira do abismo. Empnhados até às orelhas, gastando acima do que podiámos, governados por um aldrabão e vigarista que tinha tanto de vendedor de feira como de megalómano. Que inventou qualificações que não tinha, fez negócios de que sacou lucros pessoais que só agora nos apercebemos da exacta dimensão e gravidade. E depois de levar o país ao penhasco sobre o abismo pediu ajuda internacional e negociou-a nas piores condições possíveis deixando-nos com um calote que só agora começamos a aliviar-nos.

Pois não devemos falar no passado. Mas se o presente está envenenado pelo passado recente porque não falar no passado. Seria estúpido não o fazer. Quatro anos de recuperação difícil, custosa, onde vários sacrifícios foram pedidos. Poderia ter sido de outra maneira, porventura a carga mais aliviada ao longos dos anos, o corte de impostos menos severo, as camadas mais desafavorecidas menos flageladas, os lucros dos empresários mais tributados. Porventura. Mas depois é sempre fácil dizer o que se poderia ter feito antes.

Futuro. Corrigir o percurso naquilo que é possível fazer. Pedir sacrifícios mas calibrá-los melhor agora que a máquina fiscal está mais doseada e focada. Saber encontrar o justo ponto entre o aperto e o relaxe da pressão.

Votar PSD-PP.

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