Lagarde, o FMI e a Grécia

Naturalmente o FMI que não tem quaisquer responsabilidades governativas pode-se dar ao luxo de fazer um retrato gélido da situação sem dar uma solução exequível. Digo exequível porque a devida seria necessário um novo milagre de Fátima. Como ele escreveu no relatório que congelou a pedido ainda não se sabe hoje de quem (o que é um facto grave pois é uma agência especializada das Nações Unidas, financiada pelos Estados, mas autónomo deles) a dívida é insustentável. Em duas palavras ‘impagável’. Não é a primeira vez, nem a última que a dívida de um Estado é impagável. Seria bom que alguém abrisse os livros de história e visse as inúmeras vezes que as sanções aplicadas pelos estados vencedores de guerras, na Europa, impuseram aos vencidos depois de terem sido esmagados e não foram totalmente pagas. Lembro as indemnizações a pagar pela Alemanha à saída da I Guerra Mundial que não foram pagas. Intuo que Lagarde foi posta fora do acordo final e está frita como uma barata. O feitio francês não ajuda muito e como alguém já aqui escreveu a senhora está em campanha eleitoral para um segundo mandato. Tem 59 anos e se cumprir mais um mandato ‘reforma-se’ com um conjunto de fringe benefits invejável. Money? Oh yeah ‘money makes the world go around’.

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