Preconceitos ideológicos

Os preconceitos ideológicos neste palco que é a União Europeia. Porque os esgares assemelham-se por vezes a insultos. Em política há sempre o efeito do boomerang: o que se atira de chofre para degolar o adversário regressa, nornalmente, com mais violência quando a atirador está distraído. Não estamos numa aula de economia, disparando receitas mais ou menos libertárias (no sentido ‘libertarian’ em inglês) para aplicar os dogmas dos livros dos tais gurus. Estamos numa economia real em que tudo está interligado e as acções de uns produzem efeitos aqui e ali. A verborreia e a arrogância em política é, regra geral, má conselheira. O silêncio e a descrição funcionam melhor. Portugal é um pequeno país, periférico, muito exposto ao impacto das circunstâncias externas. Constipa-se rapidamente. Depois, não temos de pensar todos da mesma maneira; e é tolo não sabermos ouvir. Ninguém escolhe os vizinhos e muitas vezes os países não escolhem os parceiros na politica internacional. Eles estão lá. Pode-se detestar o homem (Tsipras) não usar gravata. Como eu acho uma pelintrice pôr a bandeirinha das quinas na lapela. É algo que não está na nossa tradição. É uma americanice de péssimo gosto. Faz lembrar os que no tempo do PREC usavam o pin comunista da foice e do martelo na camisa para mostrarem que eram duros e proletários. Mas não dispensavam a sua sapateira na marisqueira da moda. Conheci vários. Tsipras é engenheiro civil e Passos Coelho economista. Essa diferente formação deve explicar parte do antagonismo pessoal. Mas Portugal e a Grécia são países do Sul. Hoje estão divididos mas chegará um tempo quando os países do Norte lutarem por um interesse específico que terão de trabalhar em conjunto. Temos falta em Portugal de gente com sensibilidade sobre a história e os processos de funcionamento das instituições europeias. Quem sabe ou morreu ou está posto de lado na prateleira. Ernâni Lopes, Sousa Franco e Medeiros Ferreira desapareceram do mundos dos vivos; Antonio Vitorino está posto de lado por ser socialista. Rui Manchete tem sido um MNE inexistente, pois parece que está alia a cumprir um papel que não sabe muito bem qual é e que executa por automática displicência. Miguel Poiares Maduro tem sido uma enorme decepção (é um peixe fora de água); Durão Barroso um cinzento representante do que de pior existe na nomeclatura europeia: palavroso, vazio, cínico. Seria bom que o Primeiro-Ministro de Portugal usasse de maior moderação e se soubesse rodear de quem lhe pode fazer o contraponto. Quando se incorre no erro de se rodear de incodicionáveis apressa-se o caminho do fim. Vi isso acontecer várias vezes em Macau nestes 27 anos.

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