Ainda a Europa de Merkel e Schauble

Regresso este mês ao tema Europa a propósito da recente crise grega, da atitude do governo alemão em todo o processo e das transformações por que o projecto europeu passa. Estamos na maior crise de identidade da Europa do pós-guerra, em que os valores que ditaram o projecto são questionados por um pensamento político “correcto” que neutraliza diferenças, atropela sentidos de independência e soberania nacional, força hierarquizações de interesses como se tivessemos de marchar marchar ao som do Deutschland Ubber Alles como se fosse uma inevitabilidade. Não me revejo numa Europa ajoelhada a Berlim, numa Europa unipolar, sem diferenças e matizes e sobretudo sem solidariedade. Não vejo parcela de solidariedade na acção dos conservadores e cristão-democratas alemães. Onde está a tradição de Konrad Adenauer, de Helmut Koln, do centro-direita alemão, histórico. Em lado nenhum. O pior que uma esquerda estúpida, radicalóide, é uma direita que não soube aprender com a sua deriva totalitária, fascizante e nazi.

Europa

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