Lembrando Tiananmen 25 anos depois

Tianamnen3Tiananmen2

Vivi toda a minha adolescência e o início da idade adulta sob ditadura. Vi a democracia apenas aos 21 anos. Talvez, por isso, para mim a palavra ‘liberdade’ tenha um sabor raro, ‘exquisite’, como aqueles vinhos de reserva que amadurecem no casco e pedem para ser abertos num dia especial. Assinala-se, esta semana, um evento que teve um impacto marcante na minha consciência de cidadão, de liberal, de professor e politólogo. Lembro-me onde estava nas semanas anteriores (e no dia azaro) e recordo por onde andei nos dias a seguir, honrando os mortos, os feridos e os desaparecidos. E comigo muitos outros portugueses, aqui. Há um grito de injustiça histórica que clama por ser reparada, para quem foi colhido na flor da juventude por valores nobres possa finalmente descansar em paz. Tudo o que se faz na vida tem retorno em dobro. E Deus existe. Embora os tiranos, os algozes e os cúmplices pensem o contrário. Se amordaçam a liberdade no País do Meio o problema é deles. Quando o acerto de contas com a história se fizer (e um dia se fará) a memória dos algozes será uma linha no fim de uma página. O exemplo de quem se bateu por ela virá à tona como o azeite. Tinhamos nos ultimos anos da ditadura um slogan que sintetiza bem o espírito de resistência “Ousar Lutar; Ousar Vencer”.

 

Anúncios
Esta entrada foi publicada em Uncategorized com as etiquetas , , . ligação permanente.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s