Porcos a voar

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Confesso-me manifestamente distante da ‘política à portuguesa’ que se podia chamar ‘politica à parvalheira’, manifestamente divorciada do que se passa no mundo e na Europa sobre que vivemos, entre 1926 e 1974, de costas viradas. Pensando no nosso umbigo. Quando saímos cá para fora e visitamos o quinhão, à beira-mar plantado, entendemos que há um “muito cá fora’ e o país permanece reduzido aos seus estereotipos. Até os nossos intelectuais andam tomados dessa doença da ‘pequenisse’. Acho que nós, os 2 milhões que vivemos cá fora, na Europa, nas Américas, nas Áfricas e nas Ásias percebemos quanto temos que mudar e adaptarmo-nos para sobrevivermos e singrarmos. Já não há emigração ‘a salto’, com ‘mala de cartão’. Já não somos muito as sopeiras, os ‘ouvriers des cantiers’, os ‘barman’ dessas cidades que tomamos por segunda casa e que rapidamente passam a segunda pátria. Somos gente diferente dos nossos antepassados: técnicos, arquitectos, investigadores, designers, pequenos empresários, juristas que rapidamente se habituam a tratar a lingua da Velha Albion, por tu, sem complexos, misturando-se neste imenso ‘melting pot’ que é ‘o mundo cá fora’. Talvez por isso olhamos para os políticos do País distante com algum desconforto, mas a maior parte das vezes com riso. É gente que cá fora não teria grande sorte, pelo menos a da gente dita ‘importante’. Talvez motoristas de táxi, porteiros, nada mais.

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