O argumento é impressivo

O exercício de cargos públicos, sejam eles de carácter electivo ou não, baseia-se sempre num pressuposto de confiança por parte dos cidadãos nos indivíduos que os desempenham a cada momento, uma vez que os representam e exercem um poder que lhe entregam em mãos, por via directa, no caso dos eleitos, ou indirecta, no […]

via Confiança ou a falta dela — A Ovelha Perdida (The Lost Sheep)

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Sai Steve Bannon

Mais outro mas Steve Bannon era parte do problema e não da solução. Não se trata de um despedimento mas da confirmação do pedido apresentado a 7. Na política não há amigos, alguém disse. Era uma das peças-chave do programa ideológico de Trump. Ainda assim não sei se os republicanos vão suspirar de alívio. Veremos até ao Natal se as coisas se compõem mas duvido. Esta é uma presidência em colapso. Trump ainda não defraudou os seus apoiantes que continuam evangelicamente confiantes na sua mensagem. Mas a crença vale pouco para a resolução dos problemas dos americanos. E eles vão-se cansar. Todo o exagero tem um limite. Trump candidatou-se contra o establishment, apresentou aos americanos uma mensagem nova, arrsicada, populista. Trump era diferente dos “mesmos” de Washington que giram nos postos na administração, nos grupos de pressão, nas fundações que nascem como cogumelos. Com dinheiro que se desconfia donde vem [a Fundação Clinton por exemplo]. Seria irrealista pensar que tudo se modificaria pela acção de um presidente meteórico, irrascivel, trepidante. A pressa, o sobressalto é sempre mau conselheiro.

“Steve is now unchained,” said a source close to Bannon. “Fully unchained.”

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Devemos ser tolerantes com os intolerantes?

A tolerância dos estados europeus com estes fenômenos de radicalização em defesa de um princípio abstracto de tolerância com a diferença não é mais sustentável. A nossa liberdade termina onde atropela a liberdade dos outros. Assim é um estado de direito.

La policía sueca pidió asistencia en 62 zonas de la ciudad que ya no controla y en las que se aplica la ley islámica
INFOBAE.COM
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O mundo continua a ignorar os traços do Islão

Sim penso assim também. Mas não é fácil. Volto ao mesmo. O Islão é uma religião descentralizada, marcada pelas culturas onde é praticada, que os emigrantes transportam para onde vão, não há coordenação possivel entre os vários grupos e confissões. A França tenta-o mas com insucessos; a Grã-Bretanha idem. Convivemso mal com essa dimensão violenta das religiões. Elas subsistem em locais habitualmente longe da nossa zona de conforto: em Africa, em pontos do subcontinente indiano, na Asia meridional. Nós europeus achámos que seria diferente. Eliminámos o grande arco do Islão que se estendia no sul da Peninsula Iberica na Europa do Sul. E cristianizåamos esses povos à espadeirada e `a degolação. Hoje temos o reverso numa migração de sentido contrário. Que a meu ver está para ficar e continuar. Huntington escreveu num livro danado pelos meios liberais que a próxima guerra mundial vai ser uma guerra entre religiões, ou pelo menos espaços religiosos. Tento-me a concordar com ele.

“Pascal Bruckner : «L’islam semble engagé sur une pente suicidaire»
ENTRETIEN – Le philosophe réagit aux attaques islamistes qui ont eu lieu en Espagne. La multiplication des attentats partout en Europe montre qu’il est vain de vouloir attribuer la radicalisation à des causes économiques ou sociales. Face au cancer islamiste, la réponse de long terme doit être culturelle et théologique.”

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A boa surpresa da Warner Classics

Para quem gosta de música classica. A Warner Classics está a editar caixas de 5 CDs por intérpretes de primeira que são um must. Comecei com a Martha Argerich e com a Anne Sophie Mutter. Muito bem seleccionados os CD.s de cada caixa. O som é excelente.

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Peninsula coreana: o dilema de seguranca

A trepidante vida internacional leva a que se trate em crónica temas que exigem mais reflexão. O tema que escolhi para esta quinzena é a situação na Coreia que nos toca aqui de perto em Macau. Vai a versão digitalizada da crónica pois não tenho a certeza se o link do Ponto Final para o mesmo estará já disponível.

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Extremismos fundamentalistas

É tão perigoso isto quanto isto. São duas faces da mesma coisa: intolerância, dogmatismo, ódio politico, apelo à violência e ao aniquilamento do outro. Porque é diferente e pensa diferente. Rousseau explicou-o há alguns séculos atrás. A vontade geral deve imperar e ser imposta pela força mesmo que o povo não queira, dizia ele. Depois inventaram a personificação da vontade geral. Era o Cidadão N.o 1, o Terminador, Robespierre.neonazisanarchists

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O Porto de Sines: um novo elefante branco?

O problema dos investimentos externos é por vezes a falta de análise financeira dos mesmos, a reboque de grandes acções de propaganda governamental. O Ferrovia Bioceânica, a construir em consórcio entre a China e o Brasil, seria mais um enorme elefante branco a juntar à divida mostruosa do país dos trópicos. Vá lá o projecto morreu na concha. A propósito não sei se as autoridades portuguesas fizeram bem as contas sobre a oportunidade de investimento chinês no Porto de Sines. Um projecto sempre embadeirado em arco pelos nossos diplomatas e por anterior governante que ficou pelo caminho. Seria bom que alguém se preocupasse em fazer contas.

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Supremacistas e neo-Black Panthers

Subscrevo as palavras do Nuno Rogeiro que me parece que se coloca como é devido: ao centro. Não pode haver espaço para ajustes de contas nem de supremacistas nem de Neo-Black Panthers. O que aconteceu, aconteceu. É preciso olhar em frente e assegurar um espírito de tranquilidade e reconciliação nacional. O Presidente tem um papel nisso, os partidos outro. É lamentável que o Partido Democrata se coloque por detrás dos ‘rufiões” da batalha campal de Charlottesville. Não lhe fica bem. Não foi uma manifestação espotânea. Não há dessas coisas. Foi um happening de violência da extrema-esquerda. Sei porque estive nalguns. Tinha 20 anos.

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Nuno Rogeiro 7 hrs ·

«NACIONALISTAS»?

Falaremos disto no próximo «Leste Oeste« (SIC Notícias). Mas fica um apontamento.

Os EUA foram fundados em 1787, com a aprovação da Constituição Federal, e depois de uma guerra contra a Inglaterra, em que as 13 colónias da costa Leste se constituiram em Confederação, após a declaração de independência, em 1776.
Entre a Confederação de 1776 e a Federação de 1787 vai a distância de uma aliança de estados à criação de um estado nacional.

Muita água passou sob as pontes.

As «tribos» norte e sul europeias, africanas, asiáticas, protestantes e católicas, evangélicas e episcopais, entre muitas outras, reconciliaram-se com a ideia do federalismo supra-estadual, que entretanto passou de 13 para 50 entiades.

E a lista dos heróis dos EUA, mortos em várias guerras e de pele de várias cores, religiões e credos políticos, é imensa.

Pode dizer-se que uma América Branca, ou Negra, ou Índia pele vermelha, ou de descendência nipónica, etc., satisfaz os interesses, as culturas e as histórias tribais.

Mas não é «nacionalismo».

Só há «nacionalismo americano» na promessa de vida e morte numa comunidade sem côr, que obriga à fidelidade constitucional, chamada EUA.

Esta verificação pode ser um desapontamento para as tribos. Ou para os tribunos oportunistas que agora falam em nome delas. Chefes de fila que vão da «extrema esquerda» à «extrema direita», e vice-versa, à velocidade da luz e de convicções de base demasiado fluida.

Pode ser um desapontamento, disse. «Nacionalismo» é uma palavra tão linda, e dava tanto jeito.

Pode ser um desapontamento para os demagogos de meia tigela.
Mas é assim.

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Pedro Passos Coelho

Dia 1 de Outubro é um grande teste para Pedro Passos Coelho. Pode-se não concordar com o que ele diz e avalia a situação do país mas há-que reconhecer que tem uma enorme combatividade e não desfalece. Há quem o chame teimoso e obstinado; outros dizem-no coerente. Lendo a história do PSD acho que o futuro é sempre dos audazes e dos que não temem. Seria importante que quem têm soluções e se ache como alternativa a PPC que avançe.

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