Comentando as eleições francesas

Debati na TDM Macau ontem as eleições francesas ainda não se conheciam os resultados. Confirmaram-se as previsões que adiantei sobre Macron e Le Pen, bem como a derrota dos socialistas e o fraco resultado de Fillon e dos republicanos. Aos 7:52 minutos da gravação abaixo.

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Vive la France

Vitória do centro-direita e da direita nacionalista nas presidenciais francesas. Macron e Le Pen perfilam-se como as duas alternativas para a segunda volta numas eleições que mostraram a decrepitude do Partido Socialista francês e o fracasso das utopias da extrema-esquerda. É um resultado a todos os títulos histórico. É também a vitória de uma nova geração que assume as suas responsabilidades geracionais e é chamada a lugares de poder. O PS é remetido para um lugar marginal no sistema político francês revelando a vontade dos eleitores porem o interesse nacional, o patriotismo, a identidade judaico-cristã no centro do seu ‘eu’ nacional. Chega de multiculturalismos balofos e hipócritas que levaram a França ao ponto em que está hoje. A segurança dos franceses, a preservação do seu modo de vida e da estabilidade das suas comunidades tem sido um problema sistemáticamente adiado pela esquerda. É preciso serem tomadas medidas, dentro da normalidade constitucional, para atacar o problema de raiz. Não é possível ter operacionais terroristas escondidos debaixo de uma dupla nacionalidade para fugir à mão da justiça. Não é possível ter imãs que usam as mesquitas como centros de difusão de ódio racial e religioso e nada lhes acontece em nome da liberdade de culto. A França é laica, tolerante até ao ponto em que não se nega e auto-aniquila. O tempo é de um patriotismo reencontrado, franco, antigo. No seio da Europa mas com autonomia, orgulho e independência. Pour les français.

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Lido noutro lado 4

Os confessionários enraizaram-se na cultura europeia como protótipo e paradigma da privacidade e da intimidade; ali se admitiam actos e pensamentos julgados impróprios para serem confiados a quem quer que fosse além de Deus. Tais actos e pensamentos tão profundamente privados e íntimos são agora brandidos em público. Superficialmente, podemos opinar que isto significa apenas que encontrámos outros veículos técnicos para satisfazer a mesma necessidade humana de confessar e partilhar emoções e crenças. Mas de facto o próprio significado dessa conduta mudou tanto que o confessionalismo se tornou irreconhecível. O Facebook é agora um mercado, onde pessoas preocupadas com o seu valor de mercado usam a intimidade e o seu potencial de entretenimento para aumentar esse valor. Talvez entre os milhões de utilizadores alguém, algures, considere a mercadoria que ali é oferecida digna de atenção, atraente, capaz de suscitar procura e de assegurar sucesso comercial num mercado sobrelotado de informação. O sucesso da ideia de Mark Zuckerberg deveu-se à procura que mercadorias como a terrível sensação de abandono, a solidão incurável, o risco de se ser abandonado, ou expulso, têm no mercado global. Algumas histórias dos blogues, do Twitter ou do Facebook são, por assim dizer, o sucedâneo para algumas camadas da população das revistas de celebridades.

Zygmunt Bauman, jornal Público

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Trump e a política para a Ásia-Pacífico

Curioso. Enganei-me na minha primeira previsão à saída das eleições presidenciais no jornal da TDM com o Jorge Silva. Defendi que Trump favoreceria uma postura isolacionista para os Estados Unidos, retirando-se do palco da ásia-pacifico e deixando aos seus aliados históricos regionais fazer o check & balance. O que terá determinado a mudança de posição? Três coisas: a) a pressão dos aliados regionais; b) a percepção que as ameaças [Coreia do Norte] estão para ficar; c) as conversas com Xi Jinping. Em meses Trump regressa aos velhos eixos da política externa americana para a região ásia-pacífico: conciliação e containment. Como tantas vezes acontece, uma coisa é estar em campanha, outra coisa é começar a meter-se nos dossiers.
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PSD-Lisboa, a demissão anunciada

LisboaNaturalmente. Em política não se pode ter apego ao poder. Porque ela é como um boomerang, vai para a frente e depois vem para trás. A eleição à CML estava envenenada desde o principio, no timing, na negociação de bastidores, na escolha da candidata. É uma sequência de tiradas de tapete. O lider partidário não é o Papa é apenas o lider eleito até que outro seja posto no lugar. No PSD já vimos muita coisa. Em democracia as eleições ganham-se e perdem-se. É preciso deixar que o tempo mostre as coisas. É como o azeite, vem sempre ao de cima.
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Defuntos

defuntoNem sempre faço o conveniente update dos blogs que recomento nesta página. O FB ocupa o espaço de comentário en passant e a velocidade em que posts são postos e comentados não se compadece com os mecanismos mais estáticos dos blogs. Talvez por isso o crescente número de defuntos. Passaram à história os blogs Hoje há Conquilhas, Em Busca de Borboletas, Combustões, Club das Republicas Mortas, Bandeira ao Vento. Saudações.

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Lido noutro lado 3

Há muito tempo que um dos romances capitais do século XX, O Zero e o Infinito, não é reeditado em Portugal. Quando isso ocorrer, temo que suceda com esta obra-prima de Arthur Koestler o que tem acontecido com tantos filmes e tantos livros nos anos mais recentes: ser brindado com um anódino e insosso título de tradução literal, como agora é moda dominante, roubando toda a beleza poética da tradução simbólica.

Com isto quero dizer que certos títulos portugueses de obras de autores estrangeiros têm uma identidade própria, constituindo uma espécie de segunda pele da qual ninguém devia desapossá-los, sob pena de se repetir o sucedido com o romance Wuthering Heights, de Emily Brontë, que na clássica tradução portuguesa ficou imortalizado com um belíssimo nome: O Monte dos Vendavais. Traduções muito posteriores, e já contemporâneas, baptizaram-no das mais diversas formas – d’ O Monte dos Ventos Uivantes a O Alto dos Vendavais. Uma diferença tão gritante que nem é preciso assinalar qual destas versões é a melhor.

Pedro Correia [Delito de Opiniao]

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Lido noutro lado 2

O Caso Estado islâmico. Chamemos-lhe pelo nome que livremente escolheu, pois há nove séculos Portugal também foi auto-proclamado e nem por isso deixou de ser assim conhecido oficialmente até 1910, momento em que passou a ser documentalmente baptizado como República Portuguesa.

O Observador interessa-me apenas rotineiramente, tal como qualquer outro membro mediático. Neste caso Alberto Gonçalves diz aquilo que todos já reparámos e preferimos esconder para não nos apontarem o dedo com fobias de todos os tipos e feitios. Tem razão, digam o que quiserem.

http://estadosentido.blogs.sapo.pt/

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Portugal e o vinho

Ainda não percebi se é mau ou é bom.

http://fugas.publico.pt/Noticias/372546_portugal-lidera-consumo-de-vinho-por-habitante

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Lido noutro lado

O Bloco, um ajuntamento de patos-bravos deslumbrados com a proximidade do poder, só se distingue do PS por apascentar “causas” idiotas e domesticar ministros mais crédulos e rústicos. É um partido no lastro daquilo que Eco designava por fascismo eterno: “Filosoficamente desengonçado, mas do ponto de vista emotivo firmemente articulado com alguns arquétipos” tais como a acção pela acção, a frustração individual ou social, o elitismo prosélito, uma “invidia penis permanente”, um “populismo qualitativo”. http://portugaldospequeninos.blogs.sapo.pt/

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