Peter Berger

Uma enorme perda para as ciências sociais. Foi um dos meus mestres nos ultimos três anos. O seu contributo para este dominio específico das ciências sociais foi notável. Abriu caminhos interdisciplinatres que estavam enclausurados. Bem haja. RIP.

Peter L. Berger, um dos teorizadores da secularização e co-autor, com Th. Luckman, daquele que foi considerado o quinto mais influente livro de sociologia do século XX, “A Construção …iccontemporaneo.wordpress.com
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António Costa

António Costa: o afrodisíaco do poder

 

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Em Dezembro de 2014 escrevi numa crónica, a propósito do Congresso do PS, que António Costa era um político de enormes qualidades, carisma e facilidade de comunicação, com grande maturidade e com a sagacidade de se saber rodear de uma comissão política formada por gente que lhe era próxima e leal.

Quase três anos depois, os factos confirmam as suas qualidades mas deslustram o facto de ser como Primeiro-Ministro uma imagem pálida do que foi como dirigente partidário. E se no primeiro plano revelou acutilância e sentido de antecipação no segundo, por circunstâncias várias, revela um crescente torpor, uma argumentícia vazia de conteúdo e menor capacidade de governar um barco que começa a revelar rombos graves.

As crises recentes de Pedrógão Grande, o roubo de equipamento militar da base de Tancos e a altercação com a Altice a propósito da compra do canal de televisão TVI, revelam imprudência, agaste e falta de concentração do líder do governo, encantado pela falta de uma oposição capaz de ser, de imediato, alternativa ao seu governo.

Porventura poderá contra-argumentar-se que António Costa dispõe de níveis de popularidade invejáveis como várias sondagens de opinião o vêm confirmando. E dizer-se que se houvesse eleições, neste momento, o PS poderia almejar a maioria absoluta. Em abono dessa tese pode dizer-se que o Partido Comunista Português e  o Bloco de Esquerda não descolam da bitola dos 8 por cento para deixarem de ser mais do que uma muleta, útil, mas ainda muleta, do governo socialista.

Mas toda a gente sabe [ou intui] que este cenário ocorre enquanto Pedro Passos Coelho for líder do PSD. Quer dizer os eleitores em tempo da escolha ponderam as alternativas e preferem o assim-assim ao menos bom. Se como as sondagens também o apontam, o PSD perder as eleições autárquicas de Dezembro, é provável que Passos Coelho seja desafiado para a liderança partidária e uma solução na tradição social-democrata do PSD surja como inevitável. Nessa conjuntura, assistiremos a uma inversão dos favoritismos nas sondagens que se façam então.

Naturalmentel, tudo isto é percebido, intuído pelo Presidente da República, que se tem colocado numa rota de convergência e apoio solidário ao Primeiro-Ministro. Retirá-lo seria dar ao PS o pretexto para cavalgar uma estratégia comunicacional de perseguição que lhe poderia trazer ganhos políticos.

Marcelo Rebelo de Sousa não mudou de partido, nem de simpatias ideológicas, para ser simpático com António Costa. Como Mário Soares não mudou das suas pela posição de convergência que teve no primeiro mandato de Cavaco. Esquecemo-nos, muitas vezes, que estes actores políticos estão há muito tempo no palco e viveram situações de que as actuais são uma duplicação.

Costa está portanto a braços com um barco que começa a meter água pelos rombos. Que explicação pode ser dada para isso? Não é o criticismo dos seus parceiros de “coligação”: PCP e Bloco de Esquerda têm sido muito prudentes nas críticas que vão dirigindo ao Primeiro-Ministro. Limitam-se a deixar alertas, avisos, a pedir explicações num tom de voz, político, baixo, oposto à forma alvoroçada como actuam na fórum parlamentar. Ora se não mudaram de ideologia nem de balizas ideológicas porque actuam assim?

A razão é intuitiva.  O governo do Partido Socialista é a melhor garantia que nada de substancial no estado paternalista interventor é mudado, que nenhuma reforma profunda será feita no aparelho burocrático do Estado, que as políticas de disciplina orçamental não atinjam as bases de apoio nos sindicatos e nas autarquias. Mesmo que isso se venha traduzindo na alienação da classe média, sobretudo urbana. Não ambicionando ser governo – para já – PCP e Bloco de Esquerda esperam continuar a ser indispensáveis para a sustentação política do Governo. Porque sabem que no dia em que o deixarem de ser, as suas hipóteses de influenciarem o curso dos acontecimentos alterar-se-á significativamente.

Costa ambiciona a maioria absoluta embora diga abundantemente o contrário.

A explicação para o barco à deriva pode ser encontrada noutro lugar, na cultura interna do PS. Como os recentes episódios das viagens ao campeonato europeu de futebol de quatro secretários de estado ou a nomeação de Diogo Lacerda para a TAP bem exemplificam. ­O PS tem uma cultura enraizada de nepotismo, favoritismo e facilitismo que leva a que quando está no poder actue como uma máquina poderosa de distribuição de contratos, benesses e prebendas à sua clientela política e às empresas dos amigos dos seus principais dirigentes. E a não olhar a meios e pretextos para o multiplicar, na exponencial.

Poderá contrapor-se que Costa é diferente de Sócrates; que não repetirá os erros do ex-primeiro-ministro. Dou de barato que Costa não tem a sedução pela ostentação, pela acumulação de riqueza, pelos ilícitos de que Sócrates está indiciado e que incluem fraude fiscal qualificada, branqueamento de capitais e corrupção passiva para acto ilícito. Dou de barato, também, que desconhecesse a extensão do esquema diabólico de enriquecimento ilegítimo do antigo secretário-geral do PS. Diz-me, quem o conhece bem, que Sócrates sempre funcionou em circuito fechado, que poucas informações partilha senão com os que lhe são muito próximos e que premeia abundantemente.

Mas Costa conhece o partido em que milita desde os tempos da Juventude Socialista. Sabe que a sua clientela partidária é insaciável e que seus companheiros de jornada são sôfregos. Isso deveria levá-lo a compreender que casos como os de António Figueiredo, Armando Vara, José Penedos ou José Sócrates se repetirão, no futuro próximo, quando o efeito afrodisíaco do exercício do poder se manifestar, em toda a sua latitude e a Justiça conseguir reunir as provas suficientes para investigações que eventualmente estão já em marcha.

Como escreveu Honoré de Balzac todo o poder é uma conspiração permanente.

A possível condenação de José Sócrates em processo-crime não deixará de ser um ainda maior sobressalto para os socialistas. O sono do Primeiro-Ministro já não será tranquilo.

Arnaldo Gonçalves é jurista e professor de Ciência Política e Relações Internacionais. Escreve neste espaço quinzenalmente, sempre às quintas-feiras.

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A ICAR não tem emenda

A ICAR persiste neste padrão. Depois da Austrália, de Roma, agora a Alemanha é um predador sexual, o irmão de Ratzinger, alguém que foi sempre protegido pelo Papa Emérito. É preciso coragem para vir falar, anos depois, de algo que é humanamente violador e traumático. A questão não está, Papa Francisco, em demitir o responsável pela congregação local da Igreja. É entregá-lo às autoridades e expulsá-lo da estrutura da Igreja. Isso gostaria eu de ver. 500 crianças abusadas ao longo de uma década é uma brutalidade. É um crime hediondo contra a humanidade. Para quem apregoa valores de caridade e humanidade é uma profanação, um desmando. A Igreja não aprende?

Um escâdalo antigo de abusos sexuais na Alemanha

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Porque Ana Catarina Mendes deveria estar calada

Es mesmo burra, mulher. Apetecia-me dizer uma coisa pelo marido que tens em casa, mas contenho-me.

“O candidato do PSD e do CDS à Câmara de Loures tem produzido um conjunto de declarações de lamentável conteúdo racista e de ódio”

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Maoismos

Maoísmo puro e duro. Só falta o ‘morte aos traidores’. E o tiro atrás da orelha.

The Communist Party of China (CPC) has once again chosen to
shanghaiist.com
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John McCain

Uma das vozes livres da América. Um grande senador, um homem sem patrão. Pensa pela sua cabeça [o que é cada vez mais raro nos dias que passam].

The news of Sen. John McCain’s brain cancer diagnosis was immediately met with shock and grief Wednesday night, with many taking to social media to express…
cnn.com
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Os humores de Santana Lopes

Chama-se isto um manguito. Mal vai o PSD quando está dependente dos humores destas figuras palacianas. No tempo de Sá Carneiro isto não aconteceria. É o problema do respeito e da autoridade [ou falta dela].

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Isaltino Morais

Risivel.

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Um dos bandidos do regime

Para já arguido. Para quando o julgamento? Um dos bandidos do regime.

Henrique Granadeiro foi constituído arguido na “Operação Marquês” no passado mês de fevereiro.
jornaleconomico.sapo.pt
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Hong Kong: a política de sarjeta

Há formas de fazer política que se colocam ao nivel da sarjeta. Esta é uma delas. Custou bastante consagrar uma câmara legislativa na RAEHK. Houve esforço dos negociadores de Hong Kong. É a câmara legislativa possível. E se ela é eleita por uma parte signficativa da população de Hong Kong, deve merecer respeito por isso. Coisa que os 4 senhores não tiveram. Um é um idiota chapado que já deveria estar internado em tratamento psiquiátrico, há algum tempo. Outros dois são garotos mimados. O quarto não adjectivo. Nesta notícia apenas lamento o uso genérico de “pan-democratas“. Os pan-democratas têm várias sensibilidades e incluem várias sensibilidades politicas, algumas mais “burguesas”, outras esquerdistas radicais. Tomar a parte pelo todo é pouco feliz.

O Partido Democrático de Hong Kong acusou na sexta-feira o governo de “declarar guerra” aos pró democratas e à população da RAEHK, após a desqualificação de quatro deputados pela forma como prestaram juramento no hemiciclo da antiga colónia britânica (ver texto principal), de acordo com a imprensa local. A desqualificação destes quatro deputados segue-se à de outros dois do grupo Youngspiration – Sixtus Baggio Leung e Yau Wai-ching -, no final do ano passado, ambos também eleitos também pela população, e os primeiros a perder o assento no Conselho Legislativo, depois de uma interpretação por Pequim da Lei Básica. [ 477 more words ]

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